IPCA registra deflação de 0,32% no mês; produtos como batata, cenoura, tomate, ovos e café ficaram mais baratos, enquanto alguns itens tiveram alta significativa.
O preço dos alimentos apresentou uma redução em agosto, ajudando a desacelerar a inflação oficial do Brasil. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve queda de 0,32% no mês, em comparação com julho.
Entre os grupos avaliados pelo índice, alimentação e bebidas registrou retração de 0,34%, influenciada principalmente pela redução nos preços dos produtos consumidos dentro de casa.
Produtos básicos ficaram mais baratos
A maior queda ocorreu nos alimentos comprados para consumo doméstico, que tiveram redução média de 0,61%.
Entre os produtos que mais diminuíram de preço estão:
- Batata-inglesa: -19,89%
- Cenoura: -11,22%
- Cebola: -11,07%
- Tomate: -10,94%
- Ovos de galinha: -4,15%
- Café moído: -1,86%
Outros itens também registraram redução, como pepino, morango, couve-flor e abobrinha.
Leite, frutas e carnes tiveram alta
Apesar da queda geral nos alimentos, alguns produtos ficaram mais caros no período.
Os principais aumentos foram registrados em:
- Leite longa vida: +1,78%
- Frutas: +0,84%
- Carnes: +0,61%
Entre os alimentos com maiores altas no mês, o destaque foi o limão, que teve aumento de 53,4%, seguido pelo maracujá, com alta de 19,22%.
Também subiram os preços de produtos como pimentão, peixes, carne de carneiro e cortes bovinos.
Alimentação fora de casa desacelera
Os preços de refeições e lanches consumidos fora do domicílio continuaram aumentando, mas em ritmo menor.
A alta da alimentação fora de casa caiu de 0,55% em julho para 0,36% em agosto.
O avanço dos preços dos lanches passou de 0,76% para 0,62%, enquanto as refeições tiveram desaceleração de 0,42% para 0,18%.
Inflação mostra alívio no mês
Além da alimentação, outros setores também ajudaram na redução do IPCA de agosto. Os grupos habitação (-1,87%), transportes (-0,86%) e comunicação (-0,09%) registraram queda nos preços.
O resultado representa um alívio pontual para os consumidores, principalmente nos produtos básicos da cesta de compras, embora alguns alimentos importantes ainda mantenham pressão sobre o orçamento das famílias.
