Alex Pereira Alves vive há dez anos nos Estados Unidos e busca autorização judicial para retornar voluntariamente ao Brasil.
O brasileiro Alex Pereira Alves, que vive nos Estados Unidos há cerca de dez anos, tenta impedir que seja deportado para a Guiné Equatorial e busca autorização para retornar voluntariamente ao Brasil.
Alex, que trabalha como personal trainer e segurança em Los Angeles, está detido pelo serviço de imigração dos Estados Unidos em Adelanto, na Califórnia, segundo informações da defesa.
Pedido de asilo foi feito nos Estados Unidos
De acordo com a advogada Jane Oak, Alex solicitou asilo após chegar aos Estados Unidos alegando que não se sentia seguro no Brasil.
Durante os anos seguintes, ele comparecia periodicamente às autoridades migratórias enquanto aguardava uma definição sobre sua situação.
Em abril de 2026, porém, recebeu um dispositivo de monitoramento eletrônico após ser convocado pela imigração.
Meses depois, em agosto, Alex foi chamado novamente para comparecer às autoridades e acabou detido.
Defesa tenta garantir retorno ao Brasil
A defesa agora busca impedir que o brasileiro seja enviado para a Guiné Equatorial.
Segundo a advogada, Alex considera que poderia retornar ao Brasil depois de dez anos vivendo no exterior e deseja que esse seja seu destino em caso de saída dos Estados Unidos.
Os representantes legais propuseram à Justiça norte-americana que ele seja liberado para organizar sua viagem de retorno ao Brasil.
A proposta prevê que Alex compre uma passagem e deixe os Estados Unidos em um curto prazo, caso receba autorização judicial.
Brasileiro segue detido na Califórnia
Enquanto o pedido é analisado, Alex permanece em uma unidade de detenção migratória em Adelanto.
A defesa tenta evitar que ele seja incluído em um eventual voo de deportação para um país africano antes que a Justiça se manifeste sobre o pedido de retorno ao Brasil.
Política permite envio para terceiros países
O caso ocorre em meio à política migratória adotada pelo governo do presidente Donald Trump, que passou a utilizar acordos com outros países para receber determinados imigrantes deportados dos Estados Unidos.
Segundo informações divulgadas pelo Fantástico, quase 25 mil pessoas teriam sido enviadas para países diferentes daqueles de sua nacionalidade.
Esse tipo de procedimento pode ocorrer em situações nas quais existem impedimentos legais para que o imigrante seja devolvido diretamente ao país de origem.
Destinos apresentam diferentes condições políticas
Entre os países que receberam deportados dos Estados Unidos aparecem nações com diferentes sistemas políticos e condições internas.
A lista inclui países como Costa Rica, Libéria, El Salvador, Essuatíni, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Guiné Equatorial.
Organizações de direitos humanos têm acompanhado esses acordos e levantado questionamentos sobre as condições oferecidas aos deportados.
Caso aguarda decisão da Justiça americana
A situação de Alex depende agora de uma decisão judicial.
A defesa espera conseguir autorização para que o brasileiro deixe voluntariamente os Estados Unidos e retorne ao Brasil, evitando que seja encaminhado para a Guiné Equatorial.
Até que haja uma definição, ele permanece sob custódia das autoridades migratórias norte-americanas.
