Vice-presidente do evento comenta novidades da edição, presença de ritmos brasileiros e os caminhos adotados para manter o festival conectado ao público
A edição de 2026 do Rock in Rio chega cercada de novidades e também de questionamentos sobre os rumos do festival. Em meio às mudanças na programação, Roberta Medina, vice-presidente executiva do evento, respondeu a dúvidas relacionadas à presença de diferentes estilos musicais e às escolhas feitas para esta edição.
Entre os assuntos que chamam atenção está a presença cada vez maior de gêneros populares no Brasil, como pagode e sertanejo, dentro de um festival tradicionalmente associado ao rock e à música internacional.
Festival amplia espaço para diferentes gêneros
Ao longo de sua história, o Rock in Rio deixou de ser exclusivamente um festival de rock e passou a reunir artistas de diferentes estilos.
A programação atual reflete essa transformação, incorporando gêneros que possuem grande alcance entre o público brasileiro.
Pagode, sertanejo, pop, rap e música eletrônica passaram a dividir espaço com o rock, permitindo que diferentes públicos encontrem atrações de interesse dentro do evento.
Roberta Medina explica estratégia
Roberta Medina destacou que a programação precisa acompanhar as transformações do público e da indústria musical.
A executiva também reforçou que o festival busca preservar sua identidade enquanto amplia a diversidade de atrações.
A estratégia permite que o Rock in Rio continue atraindo diferentes gerações e mantenha relevância em um mercado musical que mudou bastante desde a primeira edição do evento.
Rock in Rio mantém grandes atrações
Apesar da ampliação dos estilos musicais, o festival continua apostando em grandes nomes nacionais e internacionais.
Os principais palcos seguem recebendo artistas de grande alcance, enquanto outros espaços oferecem experiências voltadas a públicos específicos.
Essa divisão permite que o evento funcione como uma espécie de grande encontro de diferentes cenas musicais.
Público também mudou ao longo dos anos
Uma das explicações para as mudanças está na própria transformação do público.
O Rock in Rio começou em 1985 com uma identidade fortemente associada ao rock, mas passou por diversas fases ao longo de suas décadas de existência.
Com o crescimento das plataformas digitais e a mistura cada vez maior entre gêneros, os hábitos de consumo musical também se transformaram.
Festival busca equilíbrio entre tradição e novidade
O desafio da organização é encontrar um equilíbrio entre preservar a identidade histórica do Rock in Rio e acompanhar as novas tendências da música.
A presença de ritmos populares faz parte dessa estratégia, sem necessariamente significar o abandono do rock.
A ideia é ampliar as possibilidades oferecidas ao público e transformar o festival em uma experiência que vá além de um único gênero musical.
Diversidade virou parte da identidade
As mudanças na programação mostram como o Rock in Rio evoluiu ao longo de sua trajetória.
O festival passou a representar não apenas um estilo musical específico, mas um grande evento cultural capaz de reunir diferentes artistas, públicos e experiências.
A proposta, segundo Roberta Medina, é justamente manter o festival relevante sem perder a conexão com sua história.
